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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Renato Russo será projetado em holograma para 50 mil pessoas


Depois do rapper americano Tupac (1971-1996) "reviver" no festival Coachella, nos Estados Unidos, no ano passado, e também de um projeto semelhante com a "volta" de Cazuza (1958-1990) para este ano, Renato Russo (1960-1996) também será representado por um holograma.

Segundo a produção, ele seria mostrado por uma projeção em apenas uma música do show previsto para junho. A empresa que vai desenvolver o holograma será a mesma que fez o de Tupac.

O restante das canções seria interpretado por orquestra e artistas que ainda serão convidados. Na lista ambiciosa, nomes como Caetano Veloso, Criolo e Maria Gadú, além de astros internacionais, como Dave Grohl e Slash.

O orçamento total do projeto Renato Russo Sinfônico está estimado em R$ 6,2 milhões, sendo que R$ 4,5 milhões podem ser captados via Lei Rouanet (com isenção fiscal). Do montante, R$ 1,5 milhão deve ser gasto na produção e exibição do holograma.

Os produtores negociam com o governo do Distrito Federal para que o evento para 50 mil pessoas inaugure oficialmente o estádio Mané Garrincha, em Brasília. A obra está orçada em cerca de R$ 900 milhões e deve ser concluída até abril deste ano.
Segundo os produtores do show Renato Russo Sinfônico, o governo do DF quer que o evento sirva para dirimir as críticas de que o estádio será um elefante branco -devido ao baixo número de jogos que o local deve sediar.

"Inicialmente, o projeto previa a cobrança de ingresso, mas a receptividade por parte de patrocinadores nos dá a certeza de que isso não será mais necessário e as entradas serão gratuitas", afirmou a produtora cultural Valéria Marcondes, responsável pelo projeto apresentado ao Ministério da Cultura.

LEGIÃO NO CINEMA

Baseado em uma música homônima da Legião Urbana, o filme "Faroeste Caboclo", com direção de René Sampaio, está em fase de pós-produção e deve finalmente estrear no dia 30 de maio.
Os produtores pretendiam lançar o filme no ano passado para aproveitar o sucesso da atriz Ísis Valverde, a Suelen, em "Avenida Brasil".
Na trama, João de Santo Cristo (Fabrício Boliveira) vive uma história de amor com Maria Lúcia (Valverde) enquanto se envolve com o tráfico de drogas. O filme deve custar R$ 6 milhões.
Renato Russo é tema de outros dois filmes: "Somos Tão Jovens" (cinebiografia da Legião sem estreia prevista), além de um documentário feito pelo filho do músico.

sábado, 15 de setembro de 2012

Renato Russo: holograma em tributo


Giuliano Manfredini, filho de Renato Russo, numa entrevista ao Portal IG confirmou que será criado um holograma para ser usado no tributo Renato Russo Sinfônico e deu detalhes de como seria esta participação no que será realizado em 2013.



Fonte: IG

sábado, 14 de julho de 2012

Surge a primeira superbanda do rock nacional?


Imagem
Em plena semana do rock para quem achava que a música brasileira estava perdida com seus últimos lançamentos, eis que uma gurizada bacana inicia uns agitos por aí. Trata-se de um supergrupo a la Chickenfoot, só que desta vez com nomes da cena roqueira nacional como o ex-vocalista do Hojerizah, Toni Platão, o ex-guitarrista da Legião Urbana, Dado Villa-Lobos, o ex-baixista do Barão Vermelho, Dé Palmeira e o baterista Charles Gavin, que já tocou com Titãs, Ira! e RPM.
Os músicos que integram o projeto, ainda sem nome definido, já estão em estúdio gravando material especial e inédito. Recentemente, Gavin divulgou no Facebook uma foto da bateria que está sendo usada no supergrupo. Na legenda, o baterista comentou: “Este é o set de bateria que estou usando na gravação do EP da minha nova banda (ainda sem nome). Aguardem novidades”.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Legião Urbana: Wagner Moura ignora críticas e MTV quer mais shows


Wagner Moura comentou ao portal Terra sobre as críticas sofridas por ele após sua perfomance como vocalista do Tributo à Legião Urbana e adiantou que o show pode ter novas datas, pois há propostas. Em relação a isso tudo, Moura disse:" "É uma idiotice achar que eu vou subir no palco e imitar Renato Russo. Não acreditava que alguém pensasse isso. Eu era um cara que estava ali, escolhido para estar com aqueles caras e cantar aquelas músicas. Imagina se não vou aceitar um negócio desse. Foi tão bom, que era pra ser só essa vez. Mas eu quero mais. Há uma demanda para que aconteça de novo. Mas, por enquanto, é só um desejo que eu tenho. Foi emocionante para cacete. Eu estava no palco com o Bonfá e com o Dado, cantando músicas da Legião para 8 mil fãs apaixonados por aquela banda, como eu. Estava ali, meu coração estava ali, minha alma estava ali, inteiro, presente."
Semana passada foi publicado na coluna Outro Canal , do UOL, que a MTV pretende levar o show do tributo a outras cidades e a emissora musical está bastante interessada numa possível turnê de Wagner Moura com os legionários Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, além de convites e patrocinadores interessados.

sábado, 2 de junho de 2012

Legião Urbana: assista na íntegra segundo show


A MTV disponibilizou um vídeo com a apresentação na íntegra com o segundo show do Tributo à Legião Urbana, que contou com o ator Wagner Moura nos vocais ao lado do guitarrista Dado Villa-Lobos e do baterista Marcelo Bonfá, e que pode ser visto no vídeo abaixo.




quarta-feira, 30 de maio de 2012

Legião Urbana: "Vou ficar um tempo sem dormir", diz Wagner Moura


  • Wagner Moura canta sucessos da Legião Urbana em tributo para sete mil pessoas no Espaço das Américas, em São Paulo (29/5/2012)
    Wagner Moura canta sucessos da Legião Urbana em tributo para sete mil pessoas no Espaço das Américas, em São Paulo (29/5/2012)
O tributo era à Legião Urbana, mas a noite acabou sendo de Wagner Moura. Convidado para se juntar ao guitarrista Dado Villa-Lobos e ao baterista Marcelo Bonfá e fazer os vocais do show em homenagem aos 30 anos da banda brasiliense, o baiano Wagner não sucumbiu à responsabilidade de assumir o lugar de Renato Russo, morto em 1996.
“Eu vou ficar um tempo sem dormir. Tem o Andy Gill no palco, tem Bonfá e Dado. São os meus heróis, os meus ídolos”, disse o ator logo após o show, depois de ouvir os elogios dos ex-integrantes da Legião – “Ele trouxe uma areia nova para o nosso caminhãozinho. Não é qualquer um que segura a peteca”, disse Bonfá; “Ele é um cara que tem uma coragem muito grande e não tem medo de arriscar no que ele acredita. Estar nesse palco hoje cantando o nosso repertório da forma que ele fez é algo que o cara tem que ser muito macho pra fazer”, completou Dado.
Wagner abriu e fechou a apresentação, que reuniu cerca de sete mil pessoas nesta terça-feira (29) no Espaço das Américas, em São Paulo, com duas músicas com que já estava familiarizado: o show começou às 22h com “Tempo Perdido”, canção do álbum “Dois” (1986), que o ator cantou com Alinne Moraes no filme “O Homem do Futuro” (2011); e foi encerrado pouco mais de duas horas mais tarde com “Será”, que Wagner interpretou em “Vips” (2011) – a 26a. canção da noite, uma a mais do que o previsto.
Visivelmente nervoso no início, já ao fim da terceira música o ator demonstrava estar bastante à vontade, colocando emoção na interpretação, dançando, pulando e até se jogando no chão. "Essa é, talvez, a noite mais emocionante da minha vida", disse antes de convidar Fernando Catatau, guitarrista da banda Cidadão Instigado, para tocar "Andrea Doria".
A participação de Catatau não foi a única do show. Clayton Martins, companheiro de banda do guitarrista, foi convidado a subir ao palco para tocar gaita em “Geração Coca-Cola”, cantada por Dado durante uma pausa de Wagner.
Na sequência, juntaram-se à banda os dois principais convidados da noite: o guitarrista Andy Gill, da banda inglesa Gang of Four, e  Bi Ribeiro, baixista do Paralamas do Sucesso. O que provavelmente foi um dos momentos mais emocionantes para os músicos acabou sendo a parte mais morna do show para o público, que não se empolgou com “Damage Goods”, do grupo inglês. Mas a volta de Wagner na música seguinte, “Ainda É Cedo” misturada ao refrão de “Love Will Tear Us Apart”, do Joy Division, ainda com a participação dos convidados, voltou a animar os fãs.
Wagner não se deixou abalar nem pelos problemas com o microfone, que chegou a falhar em “Ainda É Cedo”, e com o retorno, que o ator chegou a retirar dos ouvidos em diversos momentos. A plateia, que cantava tão alto que chegava a abafar a voz do vocalista, não pareceu se incomodar, e sua empolgação ajudou até a fazer com que alguns deslizes de Wagner, mais perceptíveis na transmissão pela TV, passassem despercebidos ao vivo. Em alguns momentos, chegou-se a ouvir gritos de “Capitão! Capitão!”, em referência ao personagem de Wagner em “Tropa de Elite”.
Quando a banda deixou o palco, depois de uma versão que misturava "Perfeição" a "Lithium", do Nirvana, o público não esfriou e começou a cantar “Será” a plenos pulmões para o palco vazio. Wagner, Dado e Bonfá retornaram logo em seguida para apresentar "Teorema", "Antes das Seis", "Giz" e "Pais e Filhos" (misturada com "Stand By Me", de John Lennon), e já se retiravam do palco quando o ator chamou todos de volta para tocar "Será", levando os fãs ao delírio.

Reações
A banda de Wagner, Bonfá e Dado se apresentou para um público formado especialmente por fãs na faixa dos 30 aos 40 e poucos anos, que se mostraram bastante emocionados durante quase todo o show, e muito dispostos a perdoar qualquer falha. Apesar de se ouvir aqui e ali gritos de “Renato!”, o que mais se escutava eram comentários de aprovação ao desempenho de Wagner.
“Eu achei que ele foi meio fã, meio intérprete, que ele estava com muito tesão no palco e contagiou todo mundo”, disse a jornalista Neila Mara Lopes, 34 anos, que chegou a ver a Legião Urbana se apresentar nos anos 1990.
O repórter do “CQC” Rafael Cortez, que foi ao show para ver Wagner, lembrou que muita gente criticou o ator nas redes sociais e disse que quem estava no show pôde ver que “ele foi incrível”.
Depois do show
Em conversa rápida com jornalistas após a apresentação, o guitarrista Dado Villa-Lobos disse que o show “foi contagiante”. “A gente voltou a ter esse momento, essa sensação que a gente tinha há alguns anos atrás. Foi muito intenso, porque muita história passou aí por esse palco, por esses trinta anos, e a gente estar revivendo isso dessa forma, como a gente fez hoje, foi muito incrível”.
Wagner Moura também voltou a repetir que foi o dia mais emocionante de sua vida, mesmo com os problemas. “A melhor hora foi quando eu joguei aquele negócio [o retorno] fora do ouvido, que aí você pode trocar com esse público que os caras têm. E esse amor todo que essa banda suscita na gente, fã… Para a minha geração é uma coisa muito importante. Na minha vida, é uma coisa muito importante. Antes de a gente entrar, eu falei para Dado: ‘Dado, aconteça o que acontecer, já valeu a pena pra caralho pra mim’. Eu acho que é por isso que eu sou artista, para procurar essas coisas que me levem para um lugar que não é o evidente, que me modifiquem, que me movam, que me emocionem”, disse.
O ator também afirmou que sentiu a responsabilidade de tocar para um público tão devoto, mas que o mais forte foi “o prazer e o tesão” de estar ali como fã. Ele prometeu que o show desta quarta (30) será melhor: “Eu acho que a gente vai se entender melhor, eu particularmente, com a coisa técnica, de se ouvir no palco, que é novo para mim”.
Confira o setlist do show:
“Tempo Perdido”
“Fábrica”
“Daniel na Cova dos Leões”
“Andrea Doria”  
“Quase Sem Querer”
“Eu Sei”
“Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto”
“A Via Láctea”
“Esperando Por Mim”
“Índios”
“Monte Castelo”
“Teatro dos Vampiros”, cantada pelo baterista Marcelo Bonfá
“Geração Coca-Cola”
“Damage Goods”, do Gang Of Four
“Ainda é Cedo” + “Love Will Tear Us Apart”, do Joy Divison
“Baader Meinhof Blues”
“Sereníssima”
“Se Fiquei Esperando Meu Amor Passar”
“Há Tempos”
“1965 (Duas Tribos)”
"Perfeição" + "Lithium", do Nirvana
Bis
"Teorema"
"Antes das Seis"
"Giz"
"Pais e Filhos" + "Stand By Me", dos Beatles
"Será"

Tributo à Legião Urbana
Onde: Espaço das Américas, em São Paulo (Rua Tagipurú, 795 - Barra Funda - São Paulo)
Quando: 29 de maio (esgotado) e 30 de maio, às 21h15
Quanto: R$ 200 e R$ 100 (meia)

domingo, 27 de maio de 2012

Legião Urbana: veja making-off dos ensaios para show da MTV


No site da MTV está disponível na íntegra o programa Making-Off Tributo à Legião Urbana, que foi exibido pela emissora no último dia 25/05 e que mostra cenas de ensaio com Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá com o ator Wagner Moura e as expectativas dos três para o tributo, que será exibido ao vivo na próxima terça-feira (29/05) pela emissora a partir das 20 horas.



quarta-feira, 16 de maio de 2012

Ex-integrantes dizem que especial com Wagner Moura marca adeus às músicas da Legião Urbana




Dado Villa-Lobos, Wagner Moura e Marcelo Bonfá fazem show em homenagem à Legião Urbana em São Paulo
Foto: Leonardo Aversa / Agência O Globo 


RIO - No estúdio onde ensaia com Marcelo Bonfá e Wagner Moura, Dado Villa-Lobos diz que os shows que farão juntos, nos próximos dias 29 e 30, em São Paulo (para a série "MTV ao vivo"), cantando o repertório da Legião Urbana, serão únicos — não haverá uma turnê. Em seguida, faz uma pausa e continua.

— São 30 anos de banda, 30 anos desde que Bonfá e Renato (Russo) ensaiaram pela primeira vez numa superquadra de Brasília. Esse show representa uma virada de página. Queremos trazer essa lembrança, esse respeito ao repertório, ao nosso público, para encerrar um ciclo. O que quero dizer é que de repente isso é definitivo, que não voltaremos mais a essas canções — diz o guitarrista, com palavras escolhidas e lentas, como se tivesse dificuldade para falar aquilo.

Tributo começou em 2009

Os shows no Espaço das Américas, portanto, marcam o fim de uma série de reuniões iniciada em 2009, quando Dado e Bonfá (integrantes remanescentes da Legião Urbana após a morte do letrista e cantor Renato Russo, em 1996) tocaram "Índios" num show do Bajofondo Tango Club no Rio. Fizeram então shows com vocalistas convidados — como no Rock in Rio do ano passado, quando tocaram com a Orquestra Sinfônica Brasileira (a apresentação, aliás, foi gravada e será lançada comercialmente). Foi naquele dia que nasceu a semente da apresentação que eles fazem agora.
— André Waisman, que foi presidente da MTV durante anos, assistiu à Legião com a orquestra... — lembra Dado.

— E depois foi ao cinema e viu "Vips" (em que Wagner canta Legião, assim como em "O homem do futuro") — emenda Bonfá.

Por que não aproximar os artistas do Rock in Rio e o de "Vips"? A ideia de Waisman, à primeira vista inusitada, de juntar o ator (que também é cantor da banda Sua Mãe) com Dado e Bonfá foi bem recebida pela dupla. Eles entraram em contato com Wagner, que estava no Festival de Berlim, e a resposta veio com empolgação.

— Fiquei doido, claro. Topei na hora, a possibilidade de subir no palco com esses dois é a glória.
O entusiasmo de Wagner, diz Bonfá, foi determinante para que o projeto tivesse continuidade:
— A ideia era ser uma banda, quando um não quer, não rola. E quando ele respondeu, vimos que estávamos falando a mesma língua.

Depois de trocarem sugestões de repertório — que incluirá músicas de todos os discos, até mesmo canções que a Legião nunca tocou no palco, como as dos álbuns "A tempestade" e "Uma outra estação" —, Wagner sugeriu que eles convidassem o diretor teatral Felipe Hirsch para pensar o espetáculo.

— Eles me apresentaram um primeiro set list e pedi para incluir umas cinco músicas — conta Hirsch. — Sempre fui um admirador da Legião, desde o primeiro compacto, lá em 85, até o final. Visualmente, também, pensei em algo direto, que me lembre da emoção de ver um ambiente, uma instalação da Mona Hatoum ou do Bruce Nauman vinda lá da década de 1980. Mais ideia e menos correr atrás, ano após ano, de novidades tecnológicas. Penso sempre nos climas que as músicas sugerem, "Baader-Meinhof Blues", por exemplo, é tão forte como essas recentes imagens de riots como as da Grécia. Violência e resistência em busca de justiça. As músicas também sugerem suas cores. A experiência pode ser sensível, delicada mesmo num show com influências de Gang of Four, Pil, sei lá. Eles eram tão sofisticados...

Além de Hirsch, a banda terá reforços de novos músicos, como Rodrigo Favaro (baixista da OSB que eles conheceram no Rock In Rio), Gabriel Carvalho (guitarrista da Sua Mãe) e o cidadão instigado Fernando Catatau (que participará de duas músicas). A banda passará por canções como "Teorema", "Sereníssima", "Tempo perdido", "Daniel na cova dos leões", "Eu sei" e "Há tempos".

— Eram canções que levantavam a autoestima da minha geração, naquele país controlado por velhinhos — diz Wagner. — E eram profundamente pessoais também. "Andrea Doria", com versos como "Não queria te ver assim/ Quero tua força como era antes"... Porque sempre que você se apaixona na juventude é muito intenso. E a Legião não tinha medo da emoção. Todas essas canções são meio como um rito de passagem.

Sucessos e lados B

Dado percebe esse envolvimento de Wagner — representando toda uma geração, enfim — durante os ensaios:

— Quando ele canta "1965 — Duas tribos", percebo que há algo acontecendo ali, principalmente quando chega no verso "Eu quero tudo pra cima".

O show será gravado para lançamento em DVD e também transmitido pela MTV. Mas ainda há uma indefinição nesse sentido.

— Ainda está rolando um processo de negociação com os herdeiros, mas não sei em que pé está — diz Dado (foi noticiado no início do mês que a família de Renato Russo não teria permitido o uso do nome Legião Urbana associado ao espetáculo).

Por meio de uma nota, os herdeiros de Renato Russo informaram que "ainda estão em fase de negociação com a produção do show as cláusulas do contrato a serem estabelecidas para total garantia de zelo à imagem de Renato Russo e que não há nenhuma medida judicial, até o momento".A preocupação do trio, porém, é ensaiar. Para emocionar a plateia e mesmo surpreendê-la.

— Vamos tocar muitos hits, mas também alguns lados B — adianta Wagner.


sábado, 28 de abril de 2012

Legião Urbana: Bonfá comenta caso Renato Rocha


Marcelo Bonfa numa matéria do O Dia Online comentou sobre a questão envolvendo ele e o guitarrista Dado Villa-Lobos e atual situação finaceira do ex-baixista Renato "Negrete" Rocha (que reapareceu após uma reportagem mostrar que ele virou morador de rua). Bonfá disse: “Estão misturando direitos autorais com problemas de saúde e com a minha vida pessoal. Eu e o Dado até o chamaríamos para algum projeto, mas ele não consegue mais tocar”
Atualmente Bonfá prepara um novo trabalho solo a frente de sua nova banda, MARCELO BONFÁ &OS CORAÇÕES PERFEITOS, que é formada por ele, seu filho João Pedro Bonfá (descrito pelo pai famoso por ter "ótima presença de palco, só que gosta de uns rocks meio farofas, tipo GUN'S ‘N’ ROSES, mas estou fazendo uma lavagem cerebral nele”) e Thiago Antunes, que formam um trio que se revezam nos instrumentos; e além disso está prestes a lançar a cachaça Perfeição (nome de um hit da LEGIÃO URBANA), que é produzida em seu sítio em Minas Gerais.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Legião Urbana: Dado e Bonfá comentam tributo na MTV


No site da MTV há depoimentos de Marcelo Bonfá e Dado Villa Lobos comentando sobre as expectativas sobre o show que irão fazer com Wagner Moura como vocalista no tributo da MTV à LEGIÃO URBANA que irá acontecer no próximo dia 29/04 em São Paulo. Os vídeos com os legionários estão abaixo.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Legião Urbana: Wagner Moura substitui Renato Russo em show para a MTV


Será apenas por uma noite, mas Wagner Moura irá encarnar Renato Russo junto aos outros músicos do grupo Legião Urbana em um show especial para o canal MTV. A apresentação será em 29 de maio no Espaço das Américas, em São Paulo. Os ex-companheiros de Russo (que morreu em 1996, aos 36 anos) estão empolgados com a ideia de dividir o palco com o homem que viveu o Capitão Nascimento do filme Tropa de Elite – que, nas horas vagas, também é vocalista da banda Sua Mãe, da qual Wagner participa há 20 anos, bem antes de se firmar como ator.
A ideia veio no final de 2011”, contou o guitarrista Dado Villa-Lobos à VIP. “Era uma ideia diferente, inesperada, meio maluca, mas interessante. O Wagner é um intérprete fabuloso, ator incrível. E canta muito bem. Ele ter topado fazer isso nos deixou totalmente motivados”.  ”A Legião sempre esteve ligada à MTV, sempre deu apoio. Começamos os ensaios. A rotina a partir de agora vai ser bem intensa”
Marcelo Bonfá, baterista do Legião, também está empolgado: “Todos nós estamos super animados com o show. Foi uma surpresa o convite que veio da MTV. Tenho muita admiração pelo trabalho do Wagner. Ele também é um cara da música. Conversando com ele, dá pra ver que ele passa muita integridade. Isso só completou nossa afinidade artística. Tá sendo muito prazeroso pra mim porque ele é um cara muito especial. Quem fez a escolha do Wagner teve uma grande sacada. Ele é um representante dos nossos fãs. Vai ser como se o público estivesse cantando conosco no palco. O Legião acabou, mas a gente quer levar uma essência da banda pro palco. E com o Wagner vai ser possível levar essa essência. A expectativa é super positiva. Estamos tentando segurar a expectativa pra não atropelar tudo. Não vemos a hora de chegar a data e fazer um puta show em São Paulo”, falou Bonfá à VIP.
No material de divulgação da MTV sobre o evento, Wagner Moura diz: “Eu me sinto exatamente como um fã que foi pinçado no meio da plateia e convidado a estar ali no palco junto com meus maiores ídolos. Legião Urbana mudou minha vida e não perco essa oportunidade por nada no mundo”.
A venda de ingressos para o show está prevista para começar hoje através do site ticket360.com.br

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Legião Urbana: nova matéria sobre Renato Rocha


O programa Domingo Espetacular, da Rede Record, exibiu nova reportagem sobre Renato "Negrete" Rocha, onde o ex-baixista da LEGIÃO URBANA recebeu notícias da família e manteve contato telefônico com o pai, mas voltou a morar nas ruas após ter aceitado inicialmente o tratamento numa clínica psiquiátrica.


Fonte: Legião Urbana: nova matéria no R7 sobre Renato Rocha - Novidades (Notícia) http://whiplash.net/materias/news_840/151596-legiaourbana.html#ixzz1qrHoE73J

terça-feira, 27 de março de 2012

Legião Urbana: Renato Rocha não foi o primeiro e nem será o último


Nunca romantizei as figuras do rock and roll. Não acho que o conceito de “sexo, drogas e rock and roll” deve ser cristalizado e por isso mantido como tradição e filosofia de vida, especialmente para quem vive (profissionalmente) de música. Faz parte da história, ninguém pode negar, mas é inegável também que as vítimas deste tripé (especialmente das drogas) são centenas e deixam milhões de pessoas órfãos da sua arte e criatividade.
Por incrível que pareça, existem pessoas que parecem possuir um fetiche doido por histórias loucas; biografias que somadas falam sobre destruições de quartos de hotéis, porrada com e no público, entrevistas interrompidas, shows vexatórios, derrame de egos. Fosse este apenas o cenário visível, ainda tem um outro: overdoses cavalares, guerras familiares, brigas judiciais, sonhos adiados e todo tipo de acontecimento que depõe contra a vida, não só do astro, mas do cara comum, que descobriu ser um deus, conquistou o planeta, perdeu os verdadeiros amigos e depois descobriu ser apenas um cara que foi além daquilo que imaginava.
Seria perder tempo tentar entender quais foram as pontas das cordas que desataram na vida de RENATO ROCHA (ex-baixista da LEGIÃO URBANA) e que o levou a ser além de ex-tudo (músico, pai de família, boa situação financeira) para ser um resto de gente, encontrado perambulando pelas ruas do Rio, com o olhar perdido, assumindo falas suas e outras vindo de algum lugar do passado.
Os personagens dessa história possuem suas retóricas, quase todas defensivas. Nem ficarei no simplismo do veredito que “foi o consumo excessivo de droga o responsável por acabar com o resto de vida de Renato”. Isso parece óbvio até para quem não sabia do músico nos últimos cinco anos.
Em primeiro lugar: agora, não adianta virem à imprensa dizerem que ‘tudo foi feito pelo Renato’. Não, tudo não foi feito, muito menos por ele. As escolhas do músico foram as principais responsáveis por sua tragédia pessoal, mas será que todas as possibilidades foram esgotadas? O pai do músico é tão sabedor da história do filho que disse que seu maior desejo é ‘comprar um imóvel e colocar alguém para cuidar dele’. Até um cara que não gosta de LEGIÃO URBANA e nem sabe quem é RENATO ROCHA, se viu a feição doente e dislexa do ex-tudo, sabe que nem a moradia será capaz de curar a doença existencial do indivíduo.
Continuando: não vejo ninguém que faz apologia a descriminalização das drogas aparecer e dizer que, uma das possibilidades de vida que o cidadão tem ao escolher suas substâncias de consumo (e perder o controle pois manter sob guarda um vício é utópico e irreal) é perder TUDO que tem inclusive as pessoas que ama. Nenhum neo-liberal atuante na defesa da causa, assume a responsabilidade de declarar que o envolvimento permissivo e íntimo com entorpecentes pode (e a possibilidade é forte) destruir o que você construiu e destruir até a esperança de voltar a projetar uma carreira profissional. Não aparece nenhum playboy pra dizer que, se não tomar cuidado, é isto que acontece.
Agora é MUITO FÁCIL apontar os dedos para o mendigo e dizer: a culpa é dele, quem mandou escolher o que não devia e essa sentença está longe de não ser verdadeira, mas estes são os mesmo que, por exemplo, massacraram RODOLFO ABRANTES ao sair dos RAIMUNDOS por querer mudar de vida, a saber, tornar-se evangélico.
O que se discute aqui não é se o RODOLFO vai pro céu e o RENATO para o inferno e sim, uma sociedade hipócrita que prefere a via-crucis da idolatria/vício/morte do que alguém que muda seu rumo a partir de um pensamento, uma epifania, uma revolução interior. O fã prefere que seu ídolo continue mantendo o perfil que o consagrou (e que pode levá-lo ao caos) do que vê-lo bem, longe dos holofotes.
Os grupos sociais já possuem o que eu chamo de RETÓRICA DA CULPA, que é o discurso pronto, lógico e explicativo, do porquê da crise, mas se inibe de negar o modelo que só faz vítimas, que arranca deuses da terra com a foice da martirização, preferindo eternizar a obra do que manter o ídolo mais tempo vivo. Ou seja: os discos estão aí, quem sentir falta, que os compre.
É a materialização do abstrato e a frieza dos fatos. Os “rockeiros” (com todas as aspas) o chamarão de fraco, apontaram os dedos para MARCELO BONFÁ e DADO VILLA-LOBOS como cúmplices de uma realidade assombrosa sob alguém que os ajudou a colocá-los na história da música popular brasileira, mas continuarão achando FODA, as histórias de orgias regadas à drogas, álcool e tudo que couber, porque nada disso lhes afeta a vida, o que eles querem são os discos prontos, as datas de turnê incluindo seu estado (e país) e as declarações polêmicas para proferirem de peito estufado: ESSE CARA É FODA.
Quanto à vida, que se dane, “eu tenho os discos”.

Fonte: Aliterasom

Legião Urbana: Renato Russo completaria 52 anos


Se estivesse vivo, Renato Russo completaria 52 anos nesta terça-feira (27). Foto: Isabela Kassow/Divulgação
Se estivesse vivo, Renato Russo completaria 52 nesta terça-feira (27). Líder da chamada "geração Coca-Cola", é considerado quase um messias dos jovens da década de 80, quando o rock de Brasília explodiu e marcou a história da música no País.
Batizado de Renato Manfredini Júnior, Renato Russo começou sua carreira musical ainda nos anos 70 com o Aborto Elétrico, que fez parte da Turma da Colina, movimento de bandas do Planalto Central criadas durante esse período.
Apesar do reconhecimento de sua primeira banda, a consagração veio mesmo poucos anos depois, com a Legião Urbana - considerado um dos nomes mais importantes do cenário nacional. Entre os maiores sucessos estão Meninos e MeninasSeráEduardo e MônicaFaroeste Cabloco, entre outras.
O "poeta do rock" permaneceu na Legião Urbana até o dia de sua morte, em 11 de outubro de 1996, em decorrência de complicações causadas pela Aids. Pesando 45 quilos em seus últimos dias, era soropositivo desde 1989, mas não revelou a doença publicamente - apesar de ter assumido ser homossexual aos 18 anos.
A banda encerrou suas atividades exatos 11 dias após sua morte. Em 2009, os integrantes remanescentes voltaram a se apresentar com o mesmo nome e com Toni Platão nos vocais. Amigos da década de 80 também ajudaram a segurar os shows, como Herbert Viana, Philipe Seabra (Plebe Rude), Frejat e Dinho Ouro Preto.

Fonte: Terra

segunda-feira, 26 de março de 2012

Legião: Marcelo Bonfá se defende via twitter no caso sobre Renato Rocha

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Renato Rocha: "Seríamos o U2 mas a mulher do Dado não deixou"

Matéria do Domingo Espetacular da Record de ontem mostrou a dramática situação em que vive hoje o ex-baixista da Legião Urbana, Renato Rocha, que há 5 anos vive nas ruas do Rio do Janeiro. Leia mais no link abaixo.

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Em meio à discussão sobre o caso, algumas entrevistas de Renato Rocha, conduzidas há alguns anos, vieram a tona na internet. Reproduzimos abaixo uma delas, concedida a Luiz César Pimentel e Alexandre Petillo à revista ZERO, em 2002.
ZERO: Você era da turma dos Skinheads, não?
RENATO ROCHA: Quando o punk começou a acabar, sobrou muito gayzola, muito playboy que se dizia punk. Eram aqueles caras que compravam calças Fiorucci, desfiavam e falavam que eram punks. Aí resolvemos ser cabeça raspada. A gente era uma equipe do terror, pra diferenciar dos punkzinhos gays.
ZERO: Quem eram punkzinho gay?
R.R: Os lambe-lambes (risos)
ZERO: Que a gente conhece, quem era?
R.R: Os dois lá, o Dado e o Bonfá, o Dinho, Philipe Seabra [vocalista e guitarrista do Plebe Rude], essa turma.
ZERO: Por que lambe-lambes?
R.R: Porque não faziam nada. Chegavam nas festas e ficavam bodeados num canto. Gostavam de Bauhaus e PIL. Eram fracassados. Os carecas chegavam chutando o teto.
ZERO: Qual foi seu primeiro contato com o Renato e o resto da banda?
R.R: Ah, a gente andava numa turma, ia pras festas. Tinha uma época que tinha umas cinco festas por noite. Festas de detonar, de barão. Pó, maconha à vontade. E não aparecia ninguém pra encher o saco. O mais fraco ali tinha seis Rolls Royces na garagem. Quem ia ter coragem de entrar pra dar uma geral?
ZERO: Como você entrou para a Legião?
R.R: Renato tinha cortado os pulsos em Brasília, estava na pré-produção do primeiro disco. Como ele tocava baixo, precisava de alguém para o lugar dele. Eu sabia todas as músicas, as letras. Entrei quatro dias antes do início das gravações. Acabamos virando a maior banda do Brasil.
Mas quando ficou cheio de grana, o Renato não queria fazer mais nada.Ficou muito chato, alcoólatra. Aí ele começou a chutar todo mundo, tratava todo mundo muito mal.
ZERO: Quando foi isso?
R.R: Foi no final dos 80. Ele tava inacreditável, tomou varias overdoses.
ZERO: Ele já não gostava de fazer shows?
R.R: Depois de encher o cú de grana, só gostava de encher a cara.
ZERO: Vocês eram amigos?
R.R: Não. A gente era conhecido. Amigo, não. A partir do momento em que o cara só se preocupa com ele mesmo…só ele tem dor de cabeça, só ele tem exaqueca, só ele tem problemas…
ZERO: Qual era o seu papel na banda? Você era apaziguador ou só chegava e tocava?
R.R : Eu fumava meu baseado inocente, tomava minha dose de uísque e ficava pensando: “cara, eu estou fazendo a melhor coisa do mundo: ganhando grana pra fazer música, e neguinho fica aí se lamentando à toa, reclamando do bife”. Eu aproveitei minha fase rock. Os caras não tinham atitude roqueira, não falava com a galera, esnobavam os fãs. Pra mim ficar na Legião era um sacrificio.
ZERO: Por que você acha que eles se sustentaram como banda tanto tempo?
R.R: O Renato gostava de homem bonitinho e chamou o Marcelo Bonfá e o Dado pra tocar. O Dado só entrou porque o Renato queria o nome Villa-Lobos na banda. Aí ele ensinou o Dado a tocar. E o Bonfá era um pilha fraca, não aguentava tocar um show inteiro, não ensaiava, não treinava, não malhava, não comia, era um merda.
Saia com a namorada, não queria pagar a conta e a menina pagava. Queria fumar um baseado mas não apertava, eué que tinha que apertar. Folgado e mão-de-vaca. É um cara muito babaca, nem a mulher dele aguenta ele. Era uma agonia, pois o cara não sabia tocar nada.
ZERO: E como foi sua vida depois da banda?
R.R: Eu tive uma fase ruim, fiquei em baixa. Namorei uma mulher errada e minha vida degringolou. Era uma mulher que só queria sacanear. Tipo Cleopatra. Fiquei muito alcoólatra, muito louco, tomava tudo.
ZERO: Mas o Dado dizia que você já detonava antes de sair da banda.
R.R: O problema do Dado é que ele não sabe nem escolher a roupa que vai vestir. A mulher dele é quem escolhe. Ele não sabe tocar, não tem personalidade própria. Ele é tão bundão que podia ter impedido minha saída. A gente ia para o mundo inteiro. Iamos pra Europa, ele bundou pra mulher dele. A mulher queria ter um filho e prendeu ele aqui. Ele botou pilha pra gente não gravar fora.
ZERO: Foi depois do terceiro disco?
R.R: Foi. A gente ia gravar em Portugal.Estava tudo certo. A Legião ia arrebentar e ele bundou. Ficou com medo da Fernanda. A mulher amarrava um lacinho no pescoço dele e ele saia na rua assim. Não representa nada para o rock brasileiro. Representa o gosto do Renato. E aí? Vai dizer que uma bicha daquelas era roqueiro? Em vez de comprar uma moto comprava uma lambreta. E ainda andava de lencinho. Como um cara desses pode dizer que é punk?
Eu saia, ia nas favelas, cheirava pó, ficava nas quebradas, pegava as putas. Ai o cara dizia que eu estava aloprando. Ele é que não aguentava a pressão. Eu pegava as gatas e passava na frente dele, o cara ficava com aquela carinha de bunda.
ZERO: Desde sempre eles tiveram essa atitude na banda?
R.R: Eu fiquei puto porque era um bando de cuzão com uma oportunidade de ouro nas mãos. Todo mundo falando bem pra caralho. Minha maior frustração é isso cara. Um cara do gabarito do Dvid Byrne falando das possibilidades de sermos o maior sucesso do mundo e dois playboyzinhos babacas sacaneando.
ZERO: Foi o David Byrne que ofereceu a oportunidade de vocês gravarem lá fora?
R.R: Não, foi a gente que conseguiu. Éramos a melhor banda de rock n’ roll do Brasil. Éramos.
ZERO: E você achava isso na época?
R.R: Eu achava uma das melhores do mundo. O Renato sabia cantar todas aquelas letras maravilhosas em inglês. O disco ia arrebentar. A gente ia ser o U2 e o Dado não deixou. Ou melhor, a mulher do Dado.
ZERO: Ele (R.Russo) tinha uma atitude homosexual dentro da banda?
R.R: Tinha. Sempre teve. Pirava, ia lá e dava para o roadie Mas é aquela história. Se o cara tem muito poder, ninguém fala a verdade.
ZERO: A legião perdeu a atitude rock com a sua saída?
R.R: Cara, rock exige uma certa agressividade. Rock não é para playboyzinho pasmo, tchutchuquinha. Dado tomava um copo de uisque e ficava bêbado. A Cracatoa Vermelha nem bebe.
ZERO: Quem é a Cracatoa Vermelha?
R.R: Bonfá(risos)
ZERO: Quando foi a última vez que você falou com ele?
R.R:´Foi na gravação de Uma outra estação. Ele virou pra mim e disse: “eu estou igual a você”. Pensei: “puta merda, fudeu” (risos)
ZERO: E o Dado?
R.R: Foi uma vez no ATL HAll. ELE pegou meu braço e disse: ” Não fala mal de mim na imprensa não”. Eu fiquei só rindo, porque o filho dele tava todo preocupado, com medo de eu dar porrada nele. O moleque ficava falando “pai, vamos embora”
ZERO: Você ainda voltou pra gravar esse disco póstumo (R. Rocha participou da faixa da gravação instrumental da faixa Riding Song, que foi sobre posta a uma gravação dos 4 integrantes feitas durante as gravações do disco Dois).
R.R: Gravei cara. Infelizmente eu grave. Ganhei um barão [R$ 1000]. Aquele cara me ridicularizou. Mas eu estava precisando de grana.
ZERO: Você gastou toda a grana que ganhou na Legião?
R.R: Não, eu comprei carro, moto. Depois vendi tudo. E eu não ganhei tanta grana assim.
ZERO: Você foi ao enterro do Renato?
R.R: Não fui porque não sou cretino. Mas um dia passei com a minha namorada e a mãe do Renato estava no Burle Marx pra jogar as cinzas. Aí o pneu da moto furou bem na frente. Eu falei: “caralho, Manfredo, solta do meu pé”. Mas eu sempre gostei do Manfredo, ele sempre foi uma pessoa muito sincera, só que ele se fodeu, cara, porque ficou com dois babacas.
ZERO: Quando você falou com Renato Russo pela última vez?
R.R: Falei pelo interfone. Ele não quís me atender. Toquei na casa dele e ele respondeu que tava de ressaca.
ZERO: O que você queria com ele?
R.R: Ah, sei lá. Perguntar como ele tava. Ele alucinava, tomava todas e subia na mesa,(…)Cansei de levar ele doidaço, babando no taxi. Mas aí como ele era mentor da banda e da juventude brasileira, mascaravam esse comportamento. (…)
ZERO: Como foi que você saiu da banda?
R.R: O Renato Russo saiu do elevador e falou: “Você está fora da minha banda”. A gente ia assinar o contrato do Quatro Estações. Estavamos no prédio da EMI.Ai eu falei pra ele: “Cara, se você me apontar o dedo eu torço seu braço”. Fiquei na minha, puto, mas sabia que não era uma coisa do Renato. que era coisa dos dois perobinhas. O maior castigo é ter grana e não ser feliz. Eu tenho e sou feliz.
ZERO: Parou com as drogas?
R.R: Fumo meu baseado, tomo umas bebidas.
ZERO: E a legião ainda dá grana?
R.R: Não, dá uma miséria. Menos de mil reais por mês. Só que conversar com eles é tentar tirar leite de pedra. Eles são brancos, eu sou pele-vermelha.
ZERO: Já pensou em se candidatar a algum cargo público?
Opa, já. Prefeito de Mendes. O grande lance é entrar no esquema e não ser corrompido´por ele. Como eu entrei na Legião e não fui corrompido.

Fonte: Legião Urbana: a versão de Renato Rocha sobre a sua saída - Entrevistas http://whiplash.net/materias/entrevistas/151129.html#ixzz1qG5wyX9Z
 

Legião Urbana: ex baixista é morador de rua no Rio



Definitivamente, a máxima "viver de música no Brasil é difícil" se fez atual após a matéria exibida em um canal de TV neste domingo (25). A vida de Renato Rocha, 49 anos, foi passada a limpo e a situação atual do músico é das piores.
O ex-baixista da Legião Urbana, uma das maiores bandas que o Brasil já teve, é morador de rua no Rio de Janeiro, onde vive com a atual esposa, Rafaela e os dois filhos, Vitória e Renato.
Renato Rocha (ou Negrete) esteve na banda entre 1984 e 1988, período que gravou os três primeiros álbuns da banda, que juntos, venderam mais de três milhões de cópias. Com o sucesso, perdeu-se no caminho e passou a chegar atrasado aos ensaios da banda, o que gerava brigas homéricas com os outros integrantes, Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá.
De acordo com Negrete, Russo “era um chato que vivia em crise”, Bonfá, “um cara muito egoísta” e Dado, “uma pessoa de personalidade fraca”. Porém, admite que na época, trocou a vida saudável pelas drogas. "Antes, jogava volei e tinha sido vice-campeão brasileiro de queda de braço em 1978. Eu e o Renato só queríamos saber de cheirar cocaína e beber. Hoje, é bem diferente”, diz.
Após deixar a Legião Urbana, durante as gravações do álbum que viria a seguir, "As Quatro Estações" (o mais vendido da banda até hoje), Negrete morou em Curitiba e em Goiás, até retornar ao Rio, onde vive com sacolas de plástico e poucos objetos pessoais. Ao seu jeito, mora acampado há dois anos de frente para o mar de Barra de Guaratiba. Se mantém com R$1.800 mensais que recebe de 'royalties' dos três primeiros discos da Legião.
O RockLine espera que algum companheiro de profissão dê a oportunidade a Renato Rocha para que reerga sua vida dignamente e possa reescrever sua história como músico brasileiro.
Fonte: Rockline MTV

PS: O cara ganha quase 2 paus por mês, não trabalha e ainda vive na rua???